sexta-feira, 18 de junho de 2010

Considerações sobre o Aborto Espontâneo

Será que uma gestação interrompida devido a abortamento não induzido ou involuntário deve ser vista necessariamente como uma frustração para os pais e para o Espírito cujo corpo denso fora abortado? Uma doença congênita, que leve o reencarnante a óbito nos primeiros dias de nascimento ou mesmo durante a gestação, decorre de “falta de sorte genética”? Quando começa o planejamento reencarnatório: quando o Espírito é efetivamente ligado ao feto após a fecundação da célula-ovo, ou antes disso?

Pouquíssimo sabemos dos desígnios divinos, e menos ainda sabemos da história de vidas de cada um dos bilhões de seres, encarnados e desencarnados, que habitam a Terra, inclusive a nossa própria história pessoal de incontáveis existências corpóreas, neste planeta e em outros orbes antes deste. Incorreto é, portanto, fazerem-se generalizações. Verifiquemos as orientações dos Espíritos da falange do Consolador, bem como exemplos em obras espíritas subsidiárias, e tracemos algumas hipóteses, cônscios de nosso limitado alcance acerca da justiça de Deus.


Consciência, perispírito e enfermidade

Encontramos, à questão 166 de “O Livro dos Espíritos”, que uma alma que não alcançou a perfeição durante a vida corpórea, se depura pela prova de nova existência. A Doutrina Espírita ensina que o corpo físico é modelado por uma estrutura semimaterial, denominada perispírito. Diversas passagens da Codificação Espírita no-lo indicam, como, por exemplo, em “O Livro dos Espíritos”, à questão 135 e no item 257 (“Ensaio teórico da sensação nos Espíritos”). O que nossa consciência carrega de ações mais ou menos felizes impacta essa estrutura semimaterial, por isso há impacto, também, no corpo físico. Danos ao perispírito, muitas vezes, demandam diversas etapas de interação com a matéria densa, para serem sanados. Pode-se comparar o processo a um enxerto de pele ou osso em uma lesão, no qual sejam necessárias diversas operações, cada uma efetuando um passo adiante na reconstituição do dano. A duração nessas internações na matéria varia com a necessidade, podendo ser de vários anos após o nascimento a poucas horas de gestação, visando a um melhoramento no modelador biológico do Espírito em tratamento. Relevante é perceber que mesmo uma curta gestação, aparentemente fracassada em um aborto espontâneo, pode trazer enormes benefícios a um Espírito em processo de reconstituição de seu perispírito.

André Luiz orienta [1], a esse respeito: “Na Espiritualidade, os servidores da Medicina penetram, com mais segurança, na história do enfermo para estudar, com o êxito possível, os mecanismos da doença que lhe são particulares. Aí, os exames nos tecidos psicossomáticos com aparelhos de precisão, correspondendo às inspeções instrumentais e laboratoriais em voga na Terra, podem ser enriquecidos com a ficha cármica do paciente, a qual determina quanto à reversibilidade ou irreversibilidade da moléstia, antes de nova reencarnação, motivo por que numerosos doentes são tratáveis, mas somente curáveis mediante longas ou curtas internações no campo físico, a fim de que as causas profundas do mal sejam extirpadas da mente pelo contato direto com as lutas em que se configuraram.”

O mesmo autor espiritual apresenta outro exemplo [2] em que um Espírito requer mais de uma reencarnação para retificar seu perispírito, nas orientações recebidas do Espírito Clarêncio acerca de paciente denominado Júlio: “Desentendendo-se com alguns laços afetivos do caminho, no século passado, confiou-se a extrema revolta, aniquilando o veículo físico que lhe fora emprestado por valiosa bênção. Rendendo-se à paixão, sorveu grande quantidade de corrosivo. Salvo, a tempo, sobreviveu à intoxicação, mas perdeu a voz, em razão das úlceras que se lhe abriram na fenda glótica. Ainda aí, não se conformando com o auxílio dos colegas que o puseram fora de perigo, alimentou a ideia de suicídio, sem recuar. Foi assim que, não obstante enfermo, burlou a vigilância dos companheiros que o guardavam e arrojou-se a funda corrente de um rio, nela encontrando o afogamento que o separou do envoltório carnal. Na vida espiritual, sofreu muito, carregando consigo as moléstias que ele mesmo infligira à própria garganta e os pesadelos da asfixia, até que reencarnou, junto das almas com as quais se mantém associado para a regeneração do pretérito. Infelizmente, porém, encontra dificuldades naturais para recuperar-se. Lutará muito, antes de incorporar-se a novo patrimônio físico. (...) Júlio renascerá num equipamento fisiológico deficitário que, de algum modo, lhe retratará a região lesada a que nos reportamos. Sofrerá intensamente do órgão vocal que, sem dúvida, se caracterizará por fraca resistência aos assaltos microbianos, e, em virtude de o nosso amigo haver menosprezado a bênção do corpo físico, será defrontado por lutas terríveis, nas quais aprenderá a valorizá-lo.”

Na esclarecedora obra “Memórias de um Suicida” [3], Camilo Cândido Botelho, pela mediunidade de Yvonne do Amaral Pereira, orienta, a respeito da reconstituição da energia vital de suicidas: “A Excelsa Misericórdia encaminha, geralmente, tais casos, tidos como os mais graves, a reencarnações imediatas onde o delinquente completará o tempo que lhe faltava para o término da existência que cortou. Conquanto muito dolorosas, mesmo anormais, tais reencarnações serão preferíveis às desesperações de além-túmulo, evitando, ao demais, grande perda de tempo ao paciente. (...) O perispírito não teve forças vibratórias para modelar a nova forma corpórea, a despeito do auxilio recebido dos técnicos do mundo Invisível. Assim, concluirão o tempo que lhes faltava para o compromisso da existência prematuramente cortada, corrigirão os distúrbios vibratórios e, logicamente, sentir-se-ão aliviados. Trata-se de uma terapêutica, nada mais, recursos extremos exigidos pela calamidade da situação.”

Não associemos todo evento de aborto espontâneo a um suicídio em vida pregressa. Generalizar ou buscar “tabular” causas e consequências induz a conclusões errôneas e, não raro, injustas. Este é apenas um exemplo de causa de dano ao perispírito. Lembremos que toda atitude desarmônica pode danificar nossa energia vital, e desencarnações prematuras por mau uso de nossa vitalidade ao longo dos anos são vistas como formas lentas de extinção voluntária da vida. Temos todos de reparar nossos próprios erros, como orientam os Espíritos à questão 1013 de “O Livro dos Espíritos”, sobre o que se deve entender por purgatório: “Dores físicas e morais: o tempo da expiação. Quase sempre, na Terra é que fazeis o vosso purgatório e que Deus vos obriga a expiar as vossas faltas.”

Doença congênita não é, portanto, “falta de sorte genética”, pois Deus não nos abandona à sorte; esses eventos devem ser encarados como parte de um projeto de evolução moral. Moléstias não são castigos, mas sim provas ou expiações para o reencarnante e/ou família, visando sempre à melhora de todos no campo moral. Não se espera uma “alegria” com a constatação da doença, mas sim a resignação com a certeza de superação do desafio, ainda que a cura se concretize após aquela vida física.


A desistência da prova

Havendo danos no perispírito do reencarnante, os quais venham a inviabilizar seu nascimento saudável, pode ocorrer de o Espírito que sofre este processo desistir de passar pelo mesmo, apesar de essa ocorrência ser útil à sua reconstituição. Assim orientam os Espíritos superiores, à questão 348 de “O Livro dos Espíritos”, sobre se o Espírito reencarnante pode saber, previamente, que seu futuro corpo é inviável: “Sabe-o algumas vezes; mas, se nessa circunstância reside o motivo da escolha, isso significa que está fugindo à prova.” Ser bem sucedido não corresponde apenas a nascer saudável, mas a se melhorar, evoluir. Se, para tal melhora, se fazem necessários breves estágios de contato perispiritual com a matéria densa, desistir dessas etapas é fugir ao tratamento, evadir-se à prova, atrasar sua marcha evolutiva.

Lemos, à questão 345 da obra supracitada, que, “(...) como os laços que ao corpo o prendem são ainda muito fracos, facilmente se rompem e podem romper-se por vontade do Espírito, se este recua diante da prova que escolheu. Em tal caso, porém, a criança não vinga.” Todavia, não há como outro Espírito passar a ocupar o corpo destinado ao Espírito que desistiu de reencarnar.

As orientações constantes da questão 355 do mesmo livro indicam haver, de fato, crianças que, já no ventre materno, não são viáveis biologicamente: “(...) Deus o permite como prova, quer para os pais do nascituro, quer para o Espírito designado a tomar lugar entre os vivos.” A pergunta de número 356 indica, também, haver natimortos não destinados à encarnação de Espíritos, ocorrência a qual, não obstante, também traz utilidade evolutiva: “Alguns há, efetivamente, a cujos corpos nunca nenhum Espírito esteve destinado. Nada tinha que se efetuar para eles. Tais crianças então só vêm por seus pais.” Mesmo nestas condições, este corpo não é inútil. Os Espíritos esclarecem, à questão 360: “Por que não respeitar as obras da criação, algumas vezes incompletas por vontade do Criador? Tudo ocorre segundo os seus desígnios e ninguém é chamado para ser seu juiz.”


Planejamento reencarnatório

Allan Kardec questiona, à pergunta 353 de “O Livro dos Espíritos”: “Não sendo completa a união do Espírito ao corpo, não estando definitivamente consumada, senão depois do nascimento, poder-se-á considerar o feto como dotado de alma?”, ao que os Espíritos instruem: “O Espírito que o vai animar existe, de certo modo, fora dele. O feto não tem pois, propriamente falando, uma alma, visto que a encarnação está apenas em via de operar-se. Acha-se, entretanto, ligado à alma que virá a possuir.” Verificamos, aí, a existência de um planejamento, muito anterior à fecundação propriamente dita. Um edifício começou por um projeto, o que não significa que ele não era nada, ou que nada havia sido ainda investido de tempo, energia e recursos quando esse prédio não estava no início de sua existência material e era “apenas” uma série de cálculos e desenhos.

André Luiz nos traz dois ilustrativos exemplos disso:

  • Em “Missionários da Luz” [4], verifica-se um planejamento reencarnatório e ligação psíquica que antecedem, em muito, a efetiva ligação do perispírito à célula-ovo fecundada materialmente: “Desde muito, e, particularmente, desde a semana passada, está em processo de ligação fluídica direta com os futuros pais.”;
  • Na obra “E a Vida Continua...” [5], observamos um planejamento reencarnatório com trinta anos de antecedência, visando a resgatar determinados procedimentos inadequados de alguns dos Espíritos da história narrada: “Ribas apanhou pequeno mapa, dentre os papéis que compulsava, e elucidou, indicando figurações aqui e ali: – A desencarnação de Elisa está prevista para breves dias, mas o renascimento dela, depois de reequilíbrio seguro em nossa estância, poderá ocorrer, conforme nosso esquema, dentro de cinco a seis anos. Com a permissão de nossos Maiores, será ela filha de Serpa e Vera, se vocês trabalharem no socorro a ambos, com muito amor... Renascerá depois de Mancini, que lhes será o primogênito... Como é fácil de perceber, daqui a trinta anos, mais ou menos, ocasião considerada provável para o retorno de Caio à Vida Espiritual, devolverá ele à sogra espoliada – então sua filha – tanto quanto a Vera Celina, na condição de viúva, todos os patrimônios de que hoje se apropria.”

Verifica-se, então, que uma célula-ovo, esteja ou não conectada efetivamente com um Espírito — o que nunca sabemos, por não haver ainda instrumentação para tal — pode ser parte integrante de um planejamento de décadas, e, por isso, merece todo respeito, como qualquer criação de Deus.


Concluindo...

Tudo é supervisionado por Deus através de seus filhos já evoluídos, como o é Jesus, Governador da Terra.

O que vimos como sucesso e fracasso, se pautado sob uma estreita perspectiva de uma só vida, mostra-se totalmente diferente ao entendermos haver a sabedoria de Deus em tudo, em um planejamento de longuíssimo prazo, de muitos milênios, visando à nossa evolução moral e intelectual. Demonstra-se, de forma clara, o quanto nossos Espíritos protetores trabalham por nós, com tanto tempo de antecedência, e o quanto temos a agradecer a Deus por seu concurso. Cabe a nós procurar agir da melhor maneira, buscando, pela prece, a inspiração desses bons Espíritos, de forma a não prejudicar esse planejamento.


Leia também, neste blog, as postagens “Considerações sobre o aborto induzido”, “Considerações sobre o aborto induzido (2)”, “Considerações sobre o aborto induzido (3)”, “Mortes prematuras”, “Evolução Espiritual de Longo Prazo”, “Considerações sobre a pluralidade das existências”, “O Corpo Físico”, “Expiação, Prova e Missão” e “Considerações sobre a pluralidade das existências (2)”.


Bons estudos!
Carla e Hendrio


Referências:

[1] XAVIER, Francisco Cândido. “Evolução em Dois Mundos”. Pelo Espírito André Luiz. 14ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1995. Segunda parte, capítulo 19.
[2] XAVIER, Francisco Cândido. “Entre a Terra e o Céu”. Pelo Espírito André Luiz. 17ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1997. Capítulos 09 e 20.
[3] PEREIRA, Yvonne do Amaral. “Memórias de um Suicida”. 22ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 2000. Segunda parte, capítulo I.
[4] XAVIER, Francisco Cândido. “Missionários da Luz”. Pelo Espírito André Luiz. 25ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1994. Capítulo 13.
[5] XAVIER, Francisco Cândido. “E a Vida Continua...”. Pelo Espírito André Luiz. 24ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1998. Capítulo 22.

25 comentários:

  1. Esse texto me ajudou muito, perdi um nenen a 2 anos, depois não pude mais engravidar, meu sofrimento foi enorme e ate hoje não tinha uma resposta satisfatoria, muito Obrigado, que Deus lhe abençoe imensamente

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  2. MUITO OBRIGADO PELO TEXTO, SOU ESPIRITA E NO MOMENTO ESTOU PASSANDO POR ISSO PERDI MEU BB COM 9 SEMANAS DE GESTAÇÃO, ACEITO COM SERENIDADE A VONTADE DE DEUS E ORO PELO ESPIRITO Q ESTAVA REENCARNANDO EM MEU SEIO FAMILIAR.

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    1. Acabei de perder tbem com 9semanas,mais está sendo muito difícil aceitar

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  3. Também sou espirita e acabo de perder meu bebe com 7 semanas de gestação, meu corpo fisico nada sofreu, minha alma está em processo de aceitação e resignação, mas oro a todo momento para que o espirito que se foi não escute meu choro, escute apenas meu coração desejando que ele se recupere se fortaleça e volte para essa familia que estará pronta para recebe-lo assim que ele estiver pronto também. Agradeço a Deus pelo esclarecimento e serenidade para suportar essa , agradeço também pela linda filha de 2 anos que já tenho pelo meu maravilhoso marido e minha bela familia que tanto me apoiam nesse momento.

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  4. Minha irma perdeu o bebe sem nem saber que tava gravida
    isso me machucou muito,eu senti tanto que é como se ...
    aquele bebe fosse parte de mim,eu ainda to sentindo um vazio
    parece que o bebe era meu.Mas depois que eu li,me deu um alivio
    espero que esse espirito se fortaleça e volte pra nos.

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  5. Oi pessoal, deparei com esse tema e posso dizer o seguinte: há aproximadamente 4 anos fui convidada por um cliente da empresa onde trabalho, para conhecer a fraternidade espírita que ele frequenta. Pois bem, fui. Me senti muito acolhida e também fiz cirurgia espiritual, na época eu tinha disfunção da tireoide. Uma das vezes que eu fui atendida na fraternidade, a médium me perguntou se eu alguma vez já tinha tido parto. Disse que não. A médium disse que via um ponto escuro no meu útero e posterior colocou as mãos próximas da minha barriga. Neste momento 3 médiuns da casa encorporaram e um deles dizia que sentia um sentimento muito ruim em relação a mim.Só pra vocês entenderem eu tenho 29 anos de idade e há 12 anos tenho um relacionamento e há 2 anos não usamos nenhum método contraceptivo, pois eu sempre ouvi dizer que a mulher com o diagnóstico de ovários policítos não conseguiria engravidar, caso não fizesse tratamento. Eu já sonhava com maternidade, tinha e tenho muita vontade de ser mãe, e isso se tornou o meu objetivo de vida. Fiquei muito reflexiva sobre o que aconteceu na casa espírita naquele dia, não tenho muito conhecimento sobre a doutrina espírita, mas sempre me simpatizei e então eu conclui que numa vida passada eu podia ter cometido alguma aborto, ou ter negado a maternidade e tals. Pois bem, eu engravidei no mês passado e logo que descobri passou-se duas semanas eu tive aborto espontaneo. Então quis entender melhor por qual motivo eu o tive, uma vez que todos meus exames pré-natais estão normais, compreendi que no meu caso o espírito que seria reencarnado desistiu, muitas vezes o espirito tem medo que aquilo que já aconteceu em uma vida passada se repita. Estou em paz e feliz porque sei que Deus está me dando a oportunidade de liquidar meus débitos. Minha gravidez foi muito deseja e chegou de surpresa, não fiz nada para interrompê-la. Tenho paz no meu coração.
    Eu sempre acreditei e continuarei acreditando que a ciência está aqui para nos auxiliar, mas Deus sabe dos nossos merecimentos.

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  6. Olá, no momento estou passando por um período difícil em minha vida, há um mês perdi um bebê de 7 semanas ao qual eu já amava e queria muito, sofri por uma semana dores físicas terríveis que só melhoram após a curetagem... Sinto-me depressiva, minha vida conjugal está toda bagunçada, meu marido não me compreende, ele é jovem com pouca experiência para lhe dar com questões espirituais e emocionais... Assim que engravidei tinha visões de cenas de sangue que simbolizavam a perda do bebê e eu sem querer acreditar só pedia a Deus para não deixar acontecer. Sou super Saudável, nunca tive nenhum problema e sonhava com o segundo filho! Estou me esforçando muito para superar isso... no momento está doendo muito...

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    1. Querida Ana Alves, rogamos a Deus te envolva e a toda tua família em bênçãos de amor, saúde e paz!

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  7. Boa noite, perdi meu bb com 12 semanas de gestação tem seis dias que fiz a curetagem. Como eu amava meu pequeno príncipe, Nossa que vazio horrível. Estou sem chão sinto muita falta do meu bb que até novo já tinha . Me ajudem a superar essa dor que me sufoca

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    1. Querida Rayssa, rogamos a seu Espírito protetor e a Jesus auxiliem a preencher este vazio com amor a este irmão em Deus e com a certeza de que a irradiação desse amor fará muito bem a ele e a você.

      Compartilhamos com você algumas palavras de Paulo de Tarso que sempre nos auxiliam em momentos dificultosos:

      “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
      Aquele que não poupou a seu próprio Filho, mas por todos nós o entregou, como não nos dará também com ele todas as coisas?
      Quem formará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.
      Quem é o que os condena? Cristo Jesus é o que morreu, ou antes, o que foi ressuscitado; o que está à mão direita de Deus; o que também intercede por nós!
      Quem nos separará do amor de Cristo? será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?
      Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia todo, Fomos considerados como ovelhas para o matadouro.
      Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores por aquele que nos amou.
      Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas presentes,
      nem as futuras, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que é em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 8:31-39)

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  8. Fique calma Rayssa tudo tem um propósito, mas saiba que aconteceu da forma que deveria acontecer. Ore e se prepare para uma nova gestação se for da vontade de Deus. Fique em Paz.

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  9. Acabei encontrando esta página, li alguns relatos. Muito triste cada acontecimento. Estou casada a 5 anos e esperamos muito pela minha gravidez. Uma felicidade que tomava conta de mim. Me sentia completa e realizada. Uma sensação única saber que tinha um coração batendo dentro de mim. Hoje era para estar com 20 semanas. Final de dezembro dia 20 fui fazer ultrassom para saber o sexo do meu bebê, mal podia esperar pela noticia que meu bebê estava sem batimentos cardíacos dentro de mim.Segundo o médico meu bebê já estava sem vida desde 14 semanas. Ficamos sem chão. Fiquei internada esperando o medicamento fazer efeito. Passei pela pior experiência em toda minha vida. Tive contrações, tive como se fosse um parte normal, só que com a tristeza de ver meu filho(a) sair morto. Porque???Porque?? Já não bastasse perder meu filho(a) passar por tudo isso. A dor ainda é imensa. Tem dias que estou bem e outros nem tanto. Tem dias que olho para minha barriga e sinto aquele vazio que agora estou só, não está mais aqui comigo. Sou espirita, frequento Perseverança, tento buscar uma explicação por tudo que passei. Apesar de não estar aqui, continuo amando como se fizesse parte da minha vida.

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  10. UM vez sonhei que via meu marido de mãos dadas com uma menina de uns 7 a 8 anos, ela estava triste e parecia um espirito, ela parecia desencarnada, logo depois sonhei q tinha algo na minha barriga e que seria um bebe que dava socos nela, como se ele não quisesse esta ali, logo depois descubri que estava gravida mais sofri um aborto espontâneo, sofri muito porque ja tento a 4 anos aproximadamente engravidar e não consigo e quando conseguir perdi, estava com mais ou menos 6 semanas. ja fiz tantos exames eu e meu esposo e todos dão normal, será que rejeitei meu filho(a) em outras vidas?? sera que abandonei? aquela criança me olhou tão triste. gostaria tanto de compreender o meu erro de outras vidas. sonho tanto em ter meu filho no meu colo.
    Tenho procurado ter fé e entender que Deus sabe o que é melhor para mim. O que vc acha??
    obrigada! Muita Luz!

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  11. Há 1 ano sofri um aborto espontâneo com aproximadamente 6 semanas, fiquei arrasada, pois sonho em ser mãe e ja tento a quase 4 anos, fiz todos os exames eu e meu esposo e sempre da tudo normal, mais não consigo engravidar. Antes de descubrir que estava gravida, sonhei com meu esposo de mãos dadas com uma linda menina de 7 a 8 anos com um olhar triste e ela me parecia desencarnada. Depois sonhei com algo dentro da minha barriga, eu tinha a certeza q era um bebe só que dava socos em mim como se ele não quisesse esta ali, logo depois descubri e perdi a gravidez. Gostaria de compreender melhor o que aconteceu, será que abandonei essa criança em outra vidas? Será que a fiz mal? ha rejeitei? tantas duvidas, mais oro a Deus por perdão se fiz algo de errado em outras vidas e nessa estou colhendo os frutos disso, sinto tanto, adoraria ser mãe. o que vc acha?
    obrigada! luz e paz!

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  12. Bom a dia.
    Sou espirita, trabalhadora de Centro Espírita.
    Hoje fazem 23 dias que perdi tive um aborto contido. Estava com nove semanas e cinco dias, mas o bebê já estava sem vida desde as sete semanas. Era meu terceiro filho, sendo filho do meu segundo casamento. Eu já não podia mais ter filhos, pois tive MENOPAUSA precoce e segundo os medicos meus exames inditavam que não podia mais engravidar. Estava fazendo reposição hormonal a seis meses quando descobri que estava grávida. Foi uma feliz surpresa. Logo meu genicologista me colocou de repouso e comecei a tomar medicamentos ante aborto, mesmo assim tive um descolamento do saco gestacional. Apesar de feliz com a gestaçao foi muito difícil o período do repouso, pois não podia cuidar de mim mesma e meu esposo n me ajudou muito nesse sentido e n tinha ninguém além de meu filho de dezessete anos para me ajudar. Fiquei muito fragilizada com isso e logo depois descobri que o bebe estava sem vida. Inicialmente procurei compreender o porquê e me resignar. Mas estou conseguindo. A tristeza da perda e não estou conseguindo perdoar meu esposo por n ter me ajudado como deveria.

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    1. Que dificil né Isabel? Também estou passando por isso...

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  13. Há dois dias tive um aborto espontâneo tá sendo muito difícil de aceitar eu estava com 12 semanas.

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  14. Preciso de ajuda. Perdi meu bebê no dia 19 de janeiro. Não sabia que estava de 5 semanas. Só soube quando o aborto aconteceu.

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  15. Perdi meu bebezinho ontem com 7 semanas,era o sonho da minha vida,esperei e desejei por muito tempo,tenho 10 anos de casada,A dor de vê- lo indo embora,aquelas contrações terríveis e então, no exame clínico,ele se foi pelas mãos da ginecologista. Ainda não consigo compreender o propósito de tamanha dor,já tenho um filho adotivo e este neném veio de forma natural.Numa sessão de microfisioterapia,sempre me foi pedido para ter aceitação peli meu bebê, que ele já estava pronto para vir. Mentalizei, orei e ele veio,mas por tão pouco tempo! Porém, meu amor já era infinito.

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  16. Passei pelo mesmo q vc. Soube na 18semana q ele morrera na 16. Pari meu bebê sem vida e sigo sem saber o q houve, apesar de ter feito todos os exames q era possível. Nem o cariótipo dele foi possível fazer pq o aborto foi retido e ele já havia morrido há tempo. Ele foi a melhor coisa q aconteceu na minha vida e o amávamos muito. Sinta-se abraçada por quem compartilha da mesma dor e sofrimento.

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  17. tambem passei por isso no meu caso perdi 4 gestaçoes de seis e sete semanas minha ultima perca foi em 2015 eu não sei mais o fazer ja fui em varios medicos nunca tive um diagnostico do que acontece mais eu entreguei tudo nas maos de deus porque so ele pode fazer o impossivel acontecer temos que ser forte deus esta no controle de tudo vamos ficar em paz

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  18. Perdi meu Bebê no dia 14/05/17 Domingo dia das Mães era meu Primeiro Dia daas Mães estava com 5 Semanas e 6 dias estou sofrendo muito. Mesmo estudando a Doutrina Espírita sabendo que tudo tem o porque a gente Sofre sente pois foi tão esperado tão desejado e muito Amado😔😔

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  19. Passei por essa situação a 10 dias.estava gravida de 3 semanas e não sabia , só soube quando sofre o aborto . Obrigada pela resposta
    Eu não tenho palavras para descrever a minha dor

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  20. Por favor, alguém me oriente. Perdi um bebê ano passado e desorientada procurei um auxílio espiritual. Um médium me falou que o mesmo bebê que eu tinha perdido iria voltar. Ele me deu até um enxoval de presente. Engravidei novamente e estou tendo um sangramento e o médico falou que provavelmente já perdi, já que não conseguiram visualizar o embrião no saco gestacional. Estou aguardando mais alguns dias para repetir o ultrassom, porém não paro de sangrar. O meu filho pode ter desistido de vir?

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  21. Eu perdi meu bebê com 6 semanas em outubro. Não sei o que pensar. Só sei que me sinto culpada. Era minha primeira gravidez. Eu tenho 33 anos e a minha vida toda eu busquei estabilidade financeira para quando tivesse filhos. Busco aceitar essa situação. Busco aceitar essa lição, que ainda não entendi qual é. Talvez seja para eu aprender que as coisas não acontecem no meu tempo, mas no momento que devem acontecer e que eu não tenho controle sobre isso.

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